Por Luis Ribeiro
O terceiro
capítulo de Homem de Ferro se inicia
com uma simples dublagem em off que
logo regride para que o espectador saiba que Tony
Stark (Robert Downey Jr.) fez grandes inimigos no passado. Além
dos vilões iminentes que sempre o cercam, Tony precisa enfrentar uma grande
guerra com si mesmo, botando em questão a existência do Homem de Ferro, para
complicar ainda mais o terrorista Mandarim (Ben Kingsley) decide ataca-lo
com um grande golpe botando seu maior tesouro, Pepper Potts
(Gwyneth Paltrow), em grande
risco de vida. Além disso, Stark precisa lidar com alguns fantasmas do passado,
já que a chegada do Dr. Aldrich Killian (Guy Pearce) promete causar um
grande abalo na vida do bilionário.
A maldição
do terceiro filme de super-heróis também atingiu o Iron Man, porém de forma
menos intensa de que Homem-Aranha e Batman. Mas novamente vemos na tela uma
trama com um exagero de vilões para que a história fique cabível, além de
atores coadjuvantes que se tornam quase insignificantes no decorrer das cenas.
Nesse
terceiro episódio, algum produtor teve a brilhante ideia de finalmente tirar Jon Favreau da direção, mas
também não foi uma ideia competente colocar Shane Black como diretor e
roteirista do filme, já que este último indivíduo faz seu trabalho de uma forma
pouco ousada e não se aprofunda em campos mais arriscados, ou seja, faz mais um
filme de aventura e ação quase banal.
O restante
do elenco é algo que merece ser comentado, já que toda a publicidade do filme
deu a entender que a personagem Pepper teria uma
participação mais importante no filme, porém ela só se faz a vítima de história
que serve de motivação para o herói ter forças para lutar depois de uma momentânea
perda de seus “poderes”, tal como todas as franquias de super-heróis possuem. Dentre
os vilões temos alguns a serem mencionados, como Kingsley que foi extremamente
mal aproveitado em seu desempenho, mas possui um papel bastante importante uma
personalidade...incomum. Mas Guy Pearce chega longe com sua
atuação, e bate de frente com Robert para saber quem é o melhor em cena, já que
ele não tem medo de ser o que o seu personagem manda, ele simplesmente atua
como deve.
Outra falha no roteiro seria a violência
relatada de uma forma muito constante e quase desagradável; é comum em filmes
de ação ver tiroteios e cadáveres para todos os cantos, mas assistir ao Homem
de Ferro (herói de muitas crianças) realizar uma carnificina de uma maneira tão
natural é algo muito grave.
Tornando a falar dos vilões, os
roteiristas não sabiam muito bem o que estavam escrevendo, já que não existe
uma eliminação descente dos geneticamente alterados, já que eles morrem quando
é conveniente para o roteiro ou simplesmente explodem, sabe-se lá por que.
Mas é claro que nem tudo se perde no
filme, por exemplo, os efeitos visuais finalmente fogem um pouco da armadura a
criam cenas de ação que causam angústia no espectador, a ponto de apertar os
braços da cadeira, como a destruição da mansão e/ou o resgate solidário em
queda livre. Mas, em produções como essas, os efeitos visuais tinham a
obrigação de serem bons, e cumpriram com essa responsabilidade , a não ser algum errinho ou outro, como a cena exagerada e inúmeras
armaduras, que estão lá somente porque podem.
Para acabar, a montagem de cena não
resiste à uma edição clichê só para explicar melhor a pontas soltas que a
história esqueceu de contar no decorrer da trama.
Basta saber se teremos mais um episódio
do Homem de Ferro (além de Os Vingadores 2), basta assistir a cena após os
créditos e interpretar a frase no desfecho para sabermos se o heróis tem fôlego
para mais um capítulo em sua história.






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