Gore Verbinski é um cineasta que tem
uma característica que falta em muitos cineastas em Hollywood; ele adora o
próprio filme. Mas o longa que ele tanto ama não de trata de “O Cavaleiro
Solitário”, e sim “Piratas do Caribe”, que adquiriu muita fama no começo da
década passada. Porém, essa devoção do cineasta ao seu próprio trabalho seria
que ele tenta encaixá-lo nos seus demais trabalhos, sendo evidente que isso não
é possível na maioria das vezes, como mostra seu medonho novo projeto.
Depois da péssima animação Rango
em 2011, Verbinski se arrisca mais uma vez na direção de um filme, e o
resultado não poderia ser pior. Ao invés de navios temos inúmeros trens em
cena; tomando o lugar de Orlando Bloom está Armie Hammer; além de muitas outras comparações que
podemos fazer sobre o filme.
O enredo é uma grande bagunça e até meio tedioso também. John
Reid é um recém-formado em Direito que torna a sua cidade natal, junto com o
resto de sua família. Na viagem ao regresso ele acaba se envolvendo com vários
bandidos que moram nos cânions. Juntamente de seu irmão Dan (James Badge Dale) ele decide ir em busca de justiça com os
malfeitores, porém, neste percurso o índio Tonto (Johnny Depp)
acaba por interferir em sua caçada pelos bandidos, dando um identidade de
benfeitor para John, depois da morte repentina de seu irmão Dan pelas mãos dos criminosos.
Depp surge mais uma vez como o
coadjuvante que tem mais espaço do que deveria (um pouco parecido com o Capitão
Sparrow), mas o protagonista mesmo seria Armie Hammer que felizmente é um ator mito superior a Orlando
Bloom e não deixou ofuscar o seu desempenho pela presença de Depp. Fora o isso
o restante do elenco é quase descartável, William Finchtner vem como um vilão bem
fraquinho e Rebecca Reid só
atrapalha as lutas dos mocinhos.
Chega
a ser cômica a forma que as coisas acontecem no filme, pois os personagens são
arremessados de penhascos, sofrem diversas colisões, contudo não apresentam um
arranhão sequer, apenas muita sujeira. “Sujo” é como tudo parece no filme, a
maquiagem dos vilões das prostitutas é de dar dó de tão ruins. Até Johnny Depp
está mal caracterizado, é impressionante como ele parece Jack Sparrow, como seus trejeito e a forma
que se movimenta; falando em maquiagem, por quê diabos insistiram em fazer um
montagem intrometida e irritante onde mostra Tonto (velho) conversando com uma
criança? O filme podia acontecer sem essas cenas, já que elas só comentam
acontecimentos óbvios, além de poder cortar uns 20 minutos do filme.
O tempo é outro fator que prejudica o
filme, mais de duas horas e meia; o espectador, certamente, não via a hora em
que as luzes do cinema fossem acesas. Existem cenas que poderiam ser cortadas
do filme sem a menor diferença, já que é dispensável mostrar 2 vezes que a
ponto caiu. Além disso, as sequências de ação quase não valem a pena, são
tantos os vagões de trens que nos confundimos sobre quem está em qual e o que
ele está carregando, é uma verdadeira montanha russa de trilhos localizados nos
lugares mais estranho possível que e parecem ciclovias e viadutos.
A trilha sonora de Hans Zimmer,
pode agradar em alguns momentos, porém é inegável que o compositor não está com
seus melhores surtos de criatividade (já que as trilhas da franquia “Batman” e
de “A Origem” são muito parecidas), os som dos violinos é igual a sua própria
trilha fantástica de Sherlock Holmes.
De resto podemos ver a marca do diretor
com personagens indo e vindo (como o de Helena Boham Carter), as vários nomes que o espectador não
memoriza, mas que são cruciais para entender a trama, portanto necessita uma
grande atenção para não se perder nessa enorme bagunça que o filme virou.













