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terça-feira, 16 de julho de 2013

CRÍTICA - O CAVALEIRO SOLITÁRIO





Gore Verbinski é um cineasta que tem uma característica que falta em muitos cineastas em Hollywood; ele adora o próprio filme. Mas o longa que ele tanto ama não de trata de “O Cavaleiro Solitário”, e sim “Piratas do Caribe”, que adquiriu muita fama no começo da década passada. Porém, essa devoção do cineasta ao seu próprio trabalho seria que ele tenta encaixá-lo nos seus demais trabalhos, sendo evidente que isso não é possível na maioria das vezes, como mostra seu medonho novo projeto.
Depois da péssima animação Rango em 2011, Verbinski se arrisca mais uma vez na direção de um filme, e o resultado não poderia ser pior. Ao invés de navios temos inúmeros trens em cena; tomando o lugar de Orlando Bloom está Armie Hammer; além de muitas outras comparações que podemos fazer sobre o filme.
O enredo é uma grande bagunça e até meio tedioso também. John Reid é um recém-formado em Direito que torna a sua cidade natal, junto com o resto de sua família. Na viagem ao regresso ele acaba se envolvendo com vários bandidos que moram nos cânions. Juntamente de seu irmão Dan (James Badge Dale) ele decide ir em busca de justiça com os malfeitores, porém, neste percurso o índio Tonto (Johnny Depp) acaba por interferir em sua caçada pelos bandidos, dando um identidade de benfeitor para John, depois da morte repentina de seu irmão Dan pelas mãos dos criminosos.
Depp surge mais uma vez como o coadjuvante que tem mais espaço do que deveria (um pouco parecido com o Capitão Sparrow), mas o protagonista mesmo seria Armie Hammer que felizmente é um ator mito superior a Orlando Bloom e não deixou ofuscar o seu desempenho pela presença de Depp. Fora o isso o restante do elenco é quase descartável, William Finchtner vem como um vilão bem fraquinho e Rebecca Reid só atrapalha as lutas dos mocinhos.
Não é segredo para ninguém que o filme passou por diversos atrasos em sua realização, o orçamento estourou e os atores foram obrigados e diminuir seus salários para que o filme tivesse dinheiro para continuar. O projeto custou quase meio bilhão para ser terminado, ou seja, para se sair bem nas bilheterias ele teria que ter um retorno de um bilhão, missão impossível devido a desaprovação de tantas pessoas.
Chega a ser cômica a forma que as coisas acontecem no filme, pois os personagens são arremessados de penhascos, sofrem diversas colisões, contudo não apresentam um arranhão sequer, apenas muita sujeira. “Sujo” é como tudo parece no filme, a maquiagem dos vilões das prostitutas é de dar dó de tão ruins. Até Johnny Depp está mal caracterizado, é impressionante como ele parece Jack Sparrow, como seus trejeito e a forma que se movimenta; falando em maquiagem, por quê diabos insistiram em fazer um montagem intrometida e irritante onde mostra Tonto (velho) conversando com uma criança? O filme podia acontecer sem essas cenas, já que elas só comentam acontecimentos óbvios, além de poder cortar uns 20 minutos do filme.
O tempo é outro fator que prejudica o filme, mais de duas horas e meia; o espectador, certamente, não via a hora em que as luzes do cinema fossem acesas. Existem cenas que poderiam ser cortadas do filme sem a menor diferença, já que é dispensável mostrar 2 vezes que a ponto caiu. Além disso, as sequências de ação quase não valem a pena, são tantos os vagões de trens que nos confundimos sobre quem está em qual e o que ele está carregando, é uma verdadeira montanha russa de trilhos localizados nos lugares mais estranho possível que e parecem ciclovias e viadutos.
A trilha sonora de Hans Zimmer, pode agradar em alguns momentos, porém é inegável que o compositor não está com seus melhores surtos de criatividade (já que as trilhas da franquia “Batman” e de “A Origem” são muito parecidas), os som dos violinos é igual a sua própria trilha fantástica de Sherlock Holmes.
De resto podemos ver a marca do diretor com personagens indo e vindo (como o de Helena Boham Carter), as vários nomes que o espectador não memoriza, mas que são cruciais para entender a trama, portanto necessita uma grande atenção para não se perder nessa enorme bagunça que o filme virou.

As cenas que se salvam seriam as que são alusivas à série “The Lone Ranger”, uma série que ficou bastante conhecido nos anos 1930 tanto na TV quanto no rádio também, com a frase “Hi Ho Silver”, acompanhada pela trilhaWilliam Tell Overture: Finale”, que imortalizou a série e que não fará o mesmo com o filme.



terça-feira, 2 de julho de 2013

Guerra mundial Z - Crítica

Por Luis Ribeiro

Guerra Mundial Z

Filmes sobre zumbis estão se tornando algo extremamente irritante nos dias atuais, mais é inegável dizer que esse meio não está crescendo atualmente e rendendo bons trabalhos nas telonas. E o trabalho do diretor Marc Forster é justamente uma salvação em meio a tanta decepção atualmente.
Gerry Lane (Brad Pitt) é um ex-agente da ONU que decidiu deixar seu trabalho de lado para poder aproveitar mais sua família. Num dia qualquer ele, sua esposa Karen (Mireille Enos) e as filhas foram atacados por uma multidão de pessoas que estavam infectados por algum tipo de mutação que os forçava a avançar contra os humanos. Depois de deixar a sua família a salvo, Lane precisa investigar a origem dessa situação e fazer o extremo para reverte-la e trazer a humanidade de volta ao normal.
O roteiro escrito a dez mãos de Max Brooks, Matthew Michael Carnahan
J. Michael Straczynski, Drew Goddard e Damon Lindelof não perde tempo para mostrar a que veio, tanto é que em menos de 15 minutos em cena já temos pessoas sendo mordias por zumbis.

Na questão das atuações coadjuvantes, nada merece ser mencionado. O protagonista é vivido muito bem por Pitt, que sempre foi muito talentoso e sempre enigmático em suas feições, dando vida ao personagem de uma forma magistral.
Mas o ponto forte do filme e também o seu maior defeito seriam especificamente os zumbis. Por um lado é muito reconfortante não ver várias cenas de pessoas sendo devoradas de forma tediosa e uma maquiagem exagerada ao ponto máximo, já temos muito disso em uma certa série de TV, portando chega deste tipo de coisa.
Contudo, não seria mal que Guerra Mundial Z ao menos cometesse a origem do contágio dos indivíduos, ao invés de simplesmente fazer com que os zumbis mordam as pessoas sem motivo nenhum; e isso incomoda, (spoiler!), pois eles mordem alguém e saem correndo. Mas não tem nada pior que os zumbis serem atraídos por sons altos, que podem ser causados por eles mesmos, tornando esse argumento fraco e ambíguo.

Todavia seria mentira que o filme é uma grande perda de tempo, ele só errou em alguns pontos graves, mas nada imperdoável.
 O diretor Forster é caso muito parecido com o cineasta Ang Lee, isto é, possui uma enorme facilidade de migração dos gêneros dos filmes, mas, diferente de Lee, Forster não acertou em todas as vezes que migrou; ele fez filmes muito bons como a Última Ceia, outros mais inferiores como O Caçador de Pipas e aqueles péssimos como 007 - Quantum of solace. Em Guerra Mundial Z ele parece ter acertado no comando da obra, já que foi grande parte positivo o resultado.
O filme possui várias reviravoltas em seu roteiro, passa em vários países em um período pequeno de tempo. São cerca de cinco mudanças de cenários e personagens, parecendo uma série televisionada exibindo suas cinco temporadas. Pois cada uma dessas reviravoltas tem começo, meio e fim; que é outro ponto positivo.
As cenas são alternadas com cenas de ação e perseguição muito bem feitas e gravadas, os efeitos visuais já não agradam tanto em optar construir os zumbis por esses meios, parece que é muito difícil fazer zumbis hoje em dia.
Muitos não sabem, mas esse filme quase não saiu. Ele foi agendado para estrear em dezembro de 2012, mas foi adiado para junho deste ano. O motivo foi a insatisfação do estúdio ao ver algumas cenas gravadas, assim o longa ganhou sete semanas de refilmagens, que significa que ele foi feito quase do zero.

Ao ver o resultado, conclui-se que essas semanas extras fizeram bem ao projeto, pois teve um bom desempenho de história (mas não de 3D) e certamente vai agradar aos fãs de zumbis, mesmo não apostando em sangue jorrando por todo o canto. Porque, apesar de tudo, a censura é treze anos, para ver com a família.