As Sessões

Confira a crítica do filme As Sessões!

O escanfago e a borboleta

Confira a crítica do filme!

Atores mais jovens a ganharem ou concorrerem ao Oscar

Confira quem são os atores mais jovens a ganharem a estatueta tão cobiçada no mundo do cinema!

Estréia essa semana!

Confira a lista de filmes que vão as telonas nessa semana!

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Crítica: Indomável Sonhadora

Por Luis Ribeiro

INDOMÁVEL SONHADORA, É BONITINHO, MAS NADA DE MAIS!


Para Beasts os the Southern Wild (no original) não faltam elogios. Seja pelas atuações, pela direção, roteiro ou trilha sonora. Muito disso vem das quatro indicações ao Oscar que o longa foi indicado. Porém é sabido que o público tenha apreciado o filme pelos motivos errados, já que se analisarmos bem, ele não é algo primordial.
Hushpuppy (Quvenzhané Wallis) é uma menina de seis anos de idade que vive em uma pacata localidade denominada de “Banheira”, ela reside lá junto a seu pai Wink (Dwight Henry), que se encontra muito doente devido a tempestade que atingiu o local e acabou o inundando. Ambos são obrigados a se refugiarem com alguns amigos para terem uma chance de sobreviver em um ambiente alagado. Porém, Wink, vê que a única saída é explodir a represa da área para que a água possa ser drenada, fazendo com que a cidade volte a ser o que era antes.
Muito tem se falado da atuação de Wallis que, com apenas seis anos, (agora com dez) arrancou muitas lágrimas dos jurados no Festival de Sundance. Seu desempenho foi aparentemente tão bom que até conseguiu uma indicação ao Oscar de Melhor Atriz, tornando-se a atriz mais jovem a conseguir uma nomeação para tal categoria. É evidente que este fato foi um exagero da parte da crítica, que recebeu o filme como obra prima do diretor Benh Zeitlin .
Certamente a grande maioria do público não apreciará o filme como aqueles que são grandes devotos da sétima arte, mas não é correto dizer que o longa se encontra entre os melhores filmes do ano. O filme é somente e inteiramente voltado a Quvenzhané, ela carrega a produção nas costas, e cumpre bem essa tarefa; mas o foco na garota é tão grande que o roteiro simplesmente esquece-se de qualquer outra coisa no filme, principalmente de Dwight Henry, que faz um excelente trabalho como pai. Existem cenas que poderão embrulhar o estômago do espectador, como os métodos de alimentação dos protagonistas, mas estes se apresentam muito confortáveis com tais tomadas. Os cortes trêmulos que vemos se tornam cansativos e os personagens coadjuvantes são quase dispensáveis, já que nenhum deles é desenvolvido em momento algum.
Talvez seja certo dizer que ninguém, realmente, entendeu o filme, apenas apresentam especulações sobre suas análises. É um fato dizer que o filme apela demais para a emoção do espectador, ofendendo-o de certa forma.
Mas Zeitlin fez algo competente neste trabalho, já que é seu primeiro longa, mas este fato não salva o filme de ser comprometido; a estreia do cineasta pode ser  o motivo pelo qual o filme é mal escrito e quase tedioso, são nos momentos finais que a trilha sonora, apesar de boa, mostra alguma ousadia perante as cenas. Em duas horas nada que prenda nossa atenção, apenas cenas que falam por si só, ou seja, quase não há diálogos. Mas quando existem conversas, elas não são muito envolventes e raramente valem a pena.
A sintonia entre os protagonistas é a melhor coisa do filme, os dois se portam muito bem, já que Quvenzhané atuou com poucas expressões e Dwight teve uma voz mais marcante. Contudo ainda é certo dizer que o filme é bastante longo e monótono.

Sempre há uma ovelha negra nos indicados a Melhor Filme no Oscar, e Beasts os the Southern Wild (péssimos nomes tanto no original quanto na tradução) foi o azarão da edição de 2013 em todas as categorias em que esteve indicado, assim como aconteceu com, o horrível, Tão Perto e Tão Forte e Inverno da Alma nos anos anteriores.

Com todas as falhas no roteiro, a devoção e dependência de uma menina de seis anos para ser realizado, é um crime qualquer menção de Indomável Sonhadora em uma lista de melhores filmes do ano.

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Acompanhe o Termômetro do Oscar na categoria de Melhor Ator

Por Luis Ribeiro


É impossível que Daniel Day-Lewis (Lincoln) não ganhe seu terceiro Oscar, ele vai ser o primeiro a conseguir 3 Oscars na categoria de Melhor Ator, ganhou todos os prêmios anteriores e alguns ainda dizem que ela teve o papel de sua vida.
Mas existe a remota possibilidade Daniel conseguir perder esse, e a suessão é de Hugh Jackman (Os Miseráveis) se vencer será o segundo ator a ganhar por um filme musical, mas essa não deve ser sua última vez que ele aparece nesta categoria, pois tem grandes chances de ter deu nome na lista nos próximos anos.
Mas Bradley Coope (O Lado Bom da Vida) conseguiu chamar a atenção da academia, isso é algo impressionante e não deve ser descartado, levando em conta a filmologia do ator, além do mais o seus próximos projetos estão muito mais repastáveis do que os antigos.
Joaquin Phoenix (O Mestre) fez a besteira de falar mal das premiações de filmes e isso não pode acontecer, porém ele pode ser perdoado essa noite, já que nas últimas semanas ele tem dado um sinal de vida  na corrida.
Denzel Washington não tem chances de ganhar o Oscar, ele já tem um por Melhor Ator e outro por Melhor Ator Coadjuvante, não pode reclamar de nada, mas talvez sua indicação tenha sido muito exagerada!

Acompanhe o Termômetro do Oscar na categoria de Melhor Atriz

Por Luis Ribeiro


Na categoria de Melhor Atriz houveram diversas mudanças nas possíveis indicadas, como a saída rápida de Keira Knightley (Anna Karenina) que um dia já foi a favorita deste ano. Porém muita coisa mudou no decorrer dos meses.
Jennifer Lawrence (O Lado Bom da Vida) é a nova queridinha dos votantes, com 22 anos essa é a segunda indicação dela,  caso ganhe ela será a atriz  mais jovem a ganhar um Oscar de Melhor Atriz e ainda promete muitos mais.
Jessica Chastain (A Hora Mais Escura) perdeu muita credibilidade nas últimas semanas, muito disso é culpa de seu filme ser "apoiador" da tortura, esse tipo de escândalo a Academia não é fã, por isso é capaz de não premiá-la. Mas todo o mundo está babando por Emmanuelle Riva (Amor), mesmo seu companheiro de cena, Jean-Louis Trintignant estar bem melhor do que a atriz, mas o Oscar adora os franceses, é bem possível que ela leve o prêmio.
Naomi Watts (O Impossível) foi justamente lembrada por sua atuação, porém nunca teve muitas chances de ganhar, é uma pena, já que seu desemprenho foi bem competente.
Quvenzhané Wallis entrava e saia da corrida no decorrer de vários meses, mas nunca teve chances de ganhar, pode ter sido uma jogada da Academia de chamar atenção do público.

Veja o Termômetro para o Oscar na categoria de Melhor Ator Coadjuvante

Por Luis Ribeiro



Não há certeza nenhuma nesta categoria esse ano, quase todos os candidatos podem ir com esperanças para a cerimônia, porque para termos alguma ideia de vitória nos resta analisar os prêmios anteriores. Mas nenhum dos atores pode se aborrecer, já que todos eles já possuem um Oscar pelo menos.
Chistoph Waltz (Django Livre) não é a melhor coisa do seu filme, mas não desmerece sua atuação, ele ganhou o Globo de Ouro e o BAFTA, porém ainda poderá perder esta noite. A Academia tem a mania de indicar um ator protagonista em uma categoria de secundário, esse ano o da vez foi Plhip S. Hoffman (O Mestre) que conseguiu o prêmio dos críticos, os votantes podem dar o prêmio para ele já que seu filme foi praticamente esquecido.
Tommy Lee Jones (Lincoln) ganhou o SAG, e a maioria dos votantes deste prêmio votam também no Oscar, aumentando as chances do ator, mas ele faltau na última cerimônia e isso nunca é bom para ninguém. Robert De Niro (O Lado Bom da Vida) foi extremamente elogiado por todos pela atuação em seu filme, muitos disseram que fazia tempo que ela não estava tão bem, apesar de tanto alvoroço pelo ator, ele nunca esteve tão cotado para a vitória.
Alan Arkin (Argo) é o indicado mais estranho, uma vez que todos em seu filme atuaram com a mesma competência, porém por ser o único ator indicado em uma categoria de atuação, ele pode ganhar, assim a Academia ameniza o erro de não indicar Ben Affleck na direção.
Dentre os inexplicáveis esnobados estão Leonardo Di Caprio (Django Livre) e Javier Bardem (007 - Operação Skyfall) donos dos melhores vilões do ano, e que mereciam não só serem indicados, mas também ganhar.


A corrida para Melhor Atriz Coadjuvante nunca esteve muito competitiva, Anne Hathaway (OS Miseráveis) sempre esteve como umas das favoritas, mesmo aparecendo cerca de 10 minutos em cena, ela cortou o cabelo e perdeu peso, essas transformações a Academia adora, improvável que ela não ganhe. Sally Fiel (Lincoln) já possui 2 Oscars, apesar dos votantes adorá-la, é difícil ela ganhar desta vez, mas com duas estatuetas ela não tem do que reclamar.
Amy Adams (O Mestre) já foi uma das favoritas deste ano, contudo atualmente ela só cai nas pesquisas, esta é quarta indicação dela, sem nenhuma vitória, se continuar assim poderá ser umas das grandes perdedoras da história. Helen Hunt (As Sessões) teve sua volta para o cinema com grande estilo sendo indicada ao Oscar, mas isso não a salva da derrota.
Sobrou uma vaga para uma atriz, e quem a tirou de Maggie Smith (O Exótico Hotel Marigold), Nicole Kidman (The Paperboy) e Judi Dench (007 – Operação Skyfal) foi Jacki Weaver (O Lado Bom da Vida), que nunca esteve entre as possíveis candidatas para esta categoria, talvez a tenham indicado, para que o filme tivesse um ator indicado em cada categoria.




Apostas Finais para o Oscar 2013



 
 MELHOR FILME



APOSTA
Argo
VICE
Lincoln

CONCORRENTES
Django Livre
As Aventuras de Pi
A Hora Mais Escura
Os Miseráveis
O Lado Bom da Vida
Indomável Sonhadora
Amor



Melhor Ator
APOSTA
Daniel Day-Lewis – Lincoln
VICE
Hugh Jackman - Os Miseráveis
CONCORRENTES
JJoaquin Phoenix - O Mestre

Bradley Cooper - O Lado Bom da Vida

Denzel Washington - O Voo


Melhor Atriz
APOSTA
Jennifer Lawrence - O Lado Bom da Vida
VICE
Emmanuellle Riva - Amor Escura
CONCORRENTES
Jessica Chastain - A Hora Mais
Naomi Watts - O Impossível
Quvenzhané Wallis - Indomável Sonhadora



Melhor Ator Coadjuvante
APOSTA
Tommy Lee Jones - Lincoln
VICE
Christoph Waltz - Django Livre
CONCORRENTES
Alan Arkin - Argo
Philip Seymour Hoffman - O Mestre
Robert De Niro - O Lado Bom da Vida


Melhor Atriz Coadjuvante
APOSTA
Anne Hathaway - Os Miseráveis
VICE
 Sally Field – Lincoln
CONCORRENTES
Amy Adams - O Mestre
Helen Hunt - As Sessões
Jacki Weaver - O Lado Bom da Vida


Melhor Diretor
 APOSTA
Steven Spielberg – Lincoln
VICE
Ang Lee - As Aventuras de Pi
CONCORRENTES
Michael Haneke - Amor
David O. Russell - O Lado Bom da Vida
Benh Zeitlin - Indomável Sonhadora


Melhor Roteiro Original
APOSTA
Quentin Tarantino - Django Livre
VICE
Mark Boal - A Hora Mais Escura
CONCORRENTES
Michael Haneke - Amor
Wes Anderson, Roman Coppola - Moonrise Kingdom
John Gatins - O Voo

Melhor Roteiro Adaptado
APOSTA
Chris Terrio – Argo
VICE
Tony Kushner – Lincoln
CONCORRENTES
Lucy Alibar, Benh Zeitlin - Indomável Sonhadora
David Magee - As Aventuras de Pi
David O. Russell - O Lado Bom da Vida


Melhor Filme Estrangeiro
APOSTA
 Amor (Áustria)

VICE
O Amante da Rainha (Dinamarca)
CONCORRENTES
Kon-Tiki (Noruega)
No (Chile)
War Witch (Canadá)

Melhor Animação
APOSTA
Valente
VICE
Detona Ralph
CONCORRENTES
  Frankenweenie
ParaNorman
Piratas Pirados!


Melhor Trilha Sonora
APOSTA
Mychael Danna - As Aventuras de Pi

VICE
Dario Marianelli - Anna Karenina
CONCORRENTES
Alexandre Desplat – Argo
John Williams – Lincoln
Thomas Newman - 007 - Operação Skyfall


Melhor Canção Original
APOSTA
"Skyfall"- 007 - Operação Skyfall

VICE
"Suddenly" - Os Miseráveis

CONCORRENTES
"Before My Time" - Chasing Ice
"Everybody Needs A Best Friend" - Ted
"Pi's Lullaby" - As Aventuras de Pi



Melhores Efeitos Visuais
APOSTA
As Aventuras de Pi
VICE
O Hobbit: Uma Jornada Inesperada
CONCORRENTES
Os Vingadores
Prometheus
Branca de Neve e o Caçador

Melhor Maquiagem
APOSTA
O Hobbit: Uma Jornada Inesperada

VICE
Os Miseráveis
CONCORRENTE
 Hitchcock


Melhor Fotografia
 APOSTA
As Aventuras de Pi
VICE
007 - Operação Skyfall
CONCORRENTES
Anna Karenina
Django Livre
Lincoln



Melhor Figurino
APOSTA
Anna Karenina
VICE
Os Miseráveis
CONCORRENTES
Lincoln
Espelho, Espelho Meu
Branca de Neve e o Caçador



Melhor Direção de Arte
APOSTA
Anna Karenina
VICE
Os Miseráveis
CONCORRENTES
O Hobbit: Uma Jornada Inesperada
As Aventuras de Pi

Lincoln

Melhor Documentário
APOSTA
Searching for Sugar Man
VICE
How to Survive a Plague
CONCORRENTES
The Invisible War
5 Broken Cameras
The Gatekeepers


Melhor Documentário em Curta-metragem
APOSTA
Open Heart
VICE
Inocente
CONCORRENTES
Kings Point
Mondays at Racine
Redemption


Melhor Montagem
APOSTA
Argo
VICE
A Hora Mais Escura
CONCORRENTES
As Aventuras de Pi
Lincoln
O Lado Bom da Vida



Melhor Curta-metragem
 APOSTA
Curfew
VICE
Buzkashi Boys
CONCORRENTES
Asad
Death of a Shadow (Dood van een Schaduw)
Henry

Melhor Curta-metragem Animado
APOSTA
Paperman
VICE
Fresh Guacamole
CONCORRENTES
Adam and Dog
Head over Heels

Maggie Simpson in "The Longest Daycare"


Melhor Edição de Som
APOSTA
007 - Operação Skyfall
VICE
A Hora Mais Escura
CONCORRENTES
Argo
Django Livre
As Aventuras de Pi


Melhor Mixagem de Som
APOSTA
Os Miseráveis
VICE
As Aventuras de Pi
CONCORRENTES
Argo
Lincoln
007 - Operação Skyfall

Veja o termômetro para a corrida do Oscar na categoria Melhor Diretor!




Por Luís Ribeiro

  Com a saída inexplicável de Kathryn Bigelow (A Hora Mais Escura) e de Ben Affleck (Argo) na categoria, a corrida permanece muito previsível, já que Steven Spielberg (Lincoln) é o único que candidato que sempre teve chances na corrida; o seu único concorrente é Ang Lee (As Aventuras de Pi), que desde o início do ano tinha o seu nome cotado, mas nunca teve chances sólidas de vencer neste ano. É perdoável a indicação de David O. Russell (O Lado Bom da Vida), mas sua vitória seria um enorme exagero, uma vez que ele tem tantas chances quanto teve em 2011, quando foi indicado por O Vencedor .
  Mas a exagerada indicação de Michael Haneke (Amor) foi uma surpresa menos intensa, contudo sua nomeação foi um tanto quanto desmerecia, uma vez que o cineasta apenas soube dirigir os atores em seu filme. Certamente a indicação mais absurda é de Benh Zeitlin (Indomável Sonhadora), com uma direção totalmente descartável; sua nomeação, provavelmente, roubou o lugar de Tom Hooper (Os Miseráveis) e Paul Thomas Anderson (O Mestre).

O FILME “O LADO BOM DA VIDA” É GRANDE VENCEDOR DO INDEPENDENTE SPIRIT AWARDS 2013


Por Luís Ribeiro
  Um dos grandes favoritos ao Oscar, O Lado Bom da Vida, ganhou os prêmios dados às produções independentes. O filme de David O. Russell ganhou os prêmios de Melhor Diretor, Melhor Atriz para Jannifer Lawrence (mais uma certeza para o seu Oscar), Melhor Roteiro e Melhor Filme. Porém Bradley Cooper não conseguiu vencer em Melhor Ator, acabou perdendo para John Hawkes por As Sessões.
  Dentre os coadjuvantes os vencedores foram Helen Hunt em As Sessões e Matthew McConaughey em Magic Mike. Na categoria de Melhor Primeiro Filme o ganhador foi As Vantagens de Ser Invisível; em Melhor Filme Estrangeiro quem venceu foi Amor (sem surpresa alguma).  Já o canadense Indomável Sonhadora venceu dois prêmios, de Melhor Cinematografia e Melhor Fotografia.




Foto: O FILME “O LADO BOM DA VIDA” É GRANDE VENCEDOR DO INDEPENDENTE SPIRIT AWARDS 2013.

Um dos grandes favoritos ao Oscar, O Lado Bom da Vida, ganhou os prêmios dados às produções independentes. O filme de David O. Russell ganhou os prêmios de Melhor Diretor, Melhor Atriz para Jannifer Lawrence (mais uma certeza para o seu Oscar), Melhor Roteiro e Melhor Filme. Porém Bradley Cooper não conseguiu vencer em Melhor Ator, acabou perdendo para John Hawkes por As Sessões.
Dentre os coadjuvantes os vencedores foram Helen Hunt em As Sessões e Matthew McConaughey em Magic Mike. Na categoria de Melhor Primeiro Filme o ganhador foi As Vantagens de Ser Invisível; em Melhor Filme Estrangeiro quem venceu foi Amor (sem surpresa alguma).
Já o canadense Indomável Sonhadora venceu dois prêmios, de Melhor Cinematografia e Melhor Fotografia.

sábado, 23 de fevereiro de 2013

O Escafandro e a Borboleta - Crítica

Por Carolina D'Errico

Com certeza um dos melhores filmes feitos no ano de 2007



  Dirigido por Julian Schnabel, conhecido especialmente pelo caráter neo-expressionista de seus filmes, consegue trazer um ponto de vista completamente diferente sobre o protagonista. Como já feito em vários outros filmes, o diretor tenta abordar como tema "A luta de um ser humano através da arte". 


  O Escafandro e a Borboleta é um filme baseado em um Best seller francês de mesmo nome, ele conta a vida do jornalista Jean-Dominique Bauby (1952-1997) depois de passar por um grande drama em sua vida.

   Aos 45 anos, Jean sofre um acidente vascular cerebral. Depois de semanas em coma ele percebe que tem uma síndrome chamada Locked-in, o que não o permite falar, comer ou mover-se sozinho; mesmo assim sua mente continua intacta e ainda mais ativa do que o normal. Depois de um tempo, Jean-Dominique aprende a se comunicar apenas com o piscar de olhos (a partir de letras do alfabeto, com uma pessoa ditando uma por uma) .



  Cansado de guardar seus pensamentos só para si, ele, que era escritor, decide escrever um livro contando sobre sua vida no passado e no que ela se transformou.

  A sequência inicial do filme mostra o momento em que Bauby acorda de seu coma, a confusão que gira em torno da personagem é facilmente percebida. Em meio a ângulos recortados, trocas rápidas de câmera e borrões, percebemos a genialidade do diretor; com todos esses artifícios, Schnabel faz com que nos identifiquemos com o personagem e que sintamos na pele sua agonia. Principalmente o que podemos perceber é que na maior parte do filme não vemos o protagonista na tela, vemos o que ele vê; dá até a impressão de a tela estar um pouco úmida, como um olho aberto e que constantemente chora.


  Depois disso podemos ver seu passado, seus pensamentos. O que o torna tão triste? será que é a síndrome, o fato de nunca mais poder abraçar seus filhos, beijar sua esposa; ou será que é o fato de nunca tê-lo feito? Isso tira a ideia de "pobrezinho" do personagem, o faz parecer mais humano. O roteiro enfatiza a todo momento tudo o que Jean-Dominique perde por seu acidente; isso desde as coisas grandes como os pequenos detalhes.  




  Creio que é nesse momento que podemos perceber plenamente o significado do título do livro; um homem perdido sua mente (escafandro), sem poder se expressar da maneira que deveria, prisioneiro de seus erros e de seu passado. Mesmo assim uma borboleta, pois tem a imaginação livre, até mais do que antes; a borboleta representa também a transformação que vemos ele passar durante todo o filme, um amadurecimento.


  Creio que é nesse momento que podemos perceber plenamente o significado do título do livro; um homem perdido sua mente (escafandro), sem poder se expressar da maneira que deveria, prisioneiro de seus erros e de seu passado. Mesmo assim uma borboleta, pois tem a imaginação livre, até mais do que antes; a borboleta representa também a transformação que vemos ele passar durante todo o filme, um amadurecimento.


  Quanto ao elenco, Mathieu Amalric traz uma das melhores interpretações do ano.


  Apesar de o filme ter ganho inúmeros prêmios e ser bem famoso na França, no Brasil ainda é um filme bem pouco conhecido, o que é realmente uma pena já que, considerando todos os pontos abordados nessa crítica, é uma verdadeira obra prima.



Os atores mais jovens a ganhar uma estatueta do Oscar



Por Carolina D'Errico  
  Quvenzhané Wallis é a pessoa mais jovem da história a ser indicada ao Oscar de Melhor Atriz, pelo filme 'Indomável Sonhadora'. Essa notícia gerou uma grande mobilização na mídia e, com a estréia do filme, decidimos escrever uma matéria relacionada apenas a jovens prodígios no cinema.

  Pelo filme 'Filhos do Silêncio', Marlee Matlin se tornou a mais jovem a ganhar o prêmio de Melhor Atriz. Ela tinha 21 anos.

  O ator mais jovem a vencer o prêmio de melhor ator foi Adrien Brody, por 'O pianista', com então 29 anos.

 A ganhadora mais jovem na história, como Melhor Atriz Coadjuvante, é Tatum O'Neal; Com apenas 10 anos ganhou o prêmio pelo filme 'Lua de Papel'.


  Anna Paquin ganhou o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante aos 11 anos, em 1993, pelo filme 'O Piano'. Hoje a atriz continua trabalhando, agora na série 'True blood'.

  Em 1962 pelo filme 'O Milagre de Anne Sullivan',  Patty Duke venceu Melhor Atriz Coadjuvante aos 16 anos de idade

  Shirley Temple ganhou um oscar honorário por seus vários papeis em filmes da Fox.

domingo, 17 de fevereiro de 2013

A hora mais escura - Crítica


Foto: A HORA MAIS ESCURA

A diretora Kathryn Bigelow se tornou famosa no mundo do cinema por ser a primeira mulher a ganhar um Oscar na categoria de Melhor Direção pelo filme Guerra ao Terror; seu aparente interesse pelo mundo dos militares fez com que comandasse o filme que contava a história da caçada ao Osama bin Laden, contudo é certo dizer que a cineasta ainda não conseguiu seu melhor filme deste gênero.
Com os ataques do 11 de setembro, os Estados Unidos entrou em uma onda de grande paranoia, devido ao perigo que os terroristas apresentavam para o país; logo os agentes da CIA tiveram que agir para conseguir abater o inimigo, denominado Osama bin Laden. Maya (Jessica Chastain) é uma agente competente da corporação e teve seu foco voltado à caça de Laden, assim ela comanda uma equipe que interceptaram vários aliados do terrorista, por meio de várias táticas ela consegue levar o seu batalhão até o esconderijo de Osama, para que o mesmo fosse eliminado.
É correto dizer que os Estados Unidos da América sempre tiveram o papel de vítima na história dos atentados e é exatamente desta maneira que ele é descrito em todo o filme, que por sinal é grande e exaustivo. O roteiro falha muito em apresentar a história para o espectador, que precisa ter um conhecimento básico sobre a luta ao terrorismo, caso contrário está extremamente propício a não compreender o enredo.
É a segunda vez que Bigelow dirigi um filme escrito por Mark Boal, a primeira foi Guerra ao Terror; é inegável que ambos trabalham bem junto, mas isso significa que os dois fracassam junto também. Zero Dark Thirty não deve ser tachado como um filme ruim, mas faz de tudo para ser. O longa tem mais de duas horas de duração, estas são preenchidas com diálogos longos e tediosos, se o espectador perder um minuto é possível comprometer a compreensão final. Se o roteiro tivesse sido resumido, a essência da produção podia aparecer e torná-la interessante para o público.
As tomadas das cidades, dos terroristas e das cenas de interrogatório transformam o filme em ótimo documentário (mas esse não é o intuito da produção), uma vez que a informação é dada em peso e de forma bem direta, ou seja, diferente das produções que focam o terrorismo, que possuem explosões e tiroteios.
Entretanto o filme começa não muito bem, são vários interrogatórios dispensáveis um após o outro. Mas essa busca de informação é, muitas vezes, bem sucedida por meio da tortura, motivo pelo qual o filme foi bastante criticado. Esta estupefação dos métodos de castigos é um exagero pela parte de muitos, no Brasil já foi visto coisa pior em filmes como Tropa de Elite. A produção tem sido acusada de ser a favor da tortura para conseguir informação, já que existem cenas que demonstram isso, mas não é nada que assuste o telespectador.
Jessica Chastain é a agente que toma conta do caso, a personagem é contra os castigos por busca de informação, mas acredita que esse é o único meio de conseguir a verdade. Muito se tem dito que Chastain está brilhante neste filme, mas sua atuação está somente boa, na verdade, ela se entusiasmou demais e exagerou nos gritos e berros; a atriz já esteve melhor em Histórias Cruzadas e O Abrigo, logo nada justifica a sua indicação ao Oscar de Melhor Atriz. Nenhum outro nome no elenco merece ser mencionado.
O longa evita tocar no nome de seu país, tanto é que o atual presidente mal aprece o filme inteiro, assim o governo não é descrito em momento nenhum. Nem todos sabem, mas a produção devia tratar somente sobre a caçada de Osama, mas a equipe foi pega de surpresa quando souberam da morte do terrorista; o roteiro teve que ser adaptado às pressas para que ficasse coeso. Por este motivo, houve a cena do assassinato de Laden, que com certeza, é a melhor cena do filme e, de certa forma, compensa o trajeto cansativo. Este momento dura 25 minutos, o mesmo tempo que os militares levaram para invadir o esconderijo e eliminar o inimigo; de fato é uma passagem de tirar o fôlego, extremamente intensa e muito bem feito, é lastimável que o restante do longa não apresente tal entusiasmo.
A trilha sonora é não de toda ruim, porém aproxima pouquíssimo o espectador da trama em si, o figurino é mais competente, já que se trata de um filme com roupas contemporâneas que cumpriram bem seu papel; a edição de som só tem seu valor em raras cenas que interessam realmente o espectador, porém a montagem de cenas é bastante digna.
A Hora Mias Escura foi indicado a 5 Oscars (Melhor Filme, atriz, montagem, roteiro original e edição de som) nenhuma delas realmente é merecida de um estatueta dourada, mas não podemos ignorar que o filme deve ser conferido, porém jamais dito como obra prima.

Por Luis Ribeiro
  A diretora Kathryn Bigelow se tornou famosa no mundo do cinema por ser a primeira mulher a ganhar um Oscar na categoria de Melhor Direção pelo filme Guerra ao Terror; seu aparente interesse pelo mundo dos militares fez com que comandasse o filme que contava a história da caçada ao Osama bin Laden, contudo é certo dizer que a cineasta ainda não conseguiu seu melhor filme deste gênero.
  Com os ataques do 11 de setembro, os Estados Unidos entrou em uma onda de grande paranoia, devido ao perigo que os terroristas apresentavam para o país; logo os agentes da CIA tiveram que agir para conseguir abater o inimigo, denominado Osama bin Laden. Maya (Jessica Chastain) é uma agente competente da corporação e teve seu foco voltado à caça de Laden, assim ela comanda uma equipe que interceptaram vários aliados do terrorista, por meio de várias táticas ela consegue levar o seu batalhão até o esconderijo de Osama, para que o mesmo fosse eliminado.
  É correto dizer que os Estados Unidos da América sempre tiveram o papel de vítima na história dos atentados e é exatamente desta maneira que ele é descrito em todo o filme, que por sinal é grande e exaustivo. O roteiro falha muito em apresentar a história para o espectador, que precisa ter um conhecimento básico sobre a luta ao terrorismo, caso contrário está extremamente propício a não compreender o enredo.
É a segunda vez que Bigelow dirigi um filme escrito por Mark Boal, a primeira foi Guerra ao Terror; é inegável que ambos trabalham bem junto, mas isso significa que os dois fracassam junto também. Zero Dark Thirty não deve ser tachado como um filme ruim, mas faz de tudo para ser. O longa tem mais de duas horas de duração, estas são preenchidas com diálogos longos e tediosos, se o espectador perder um minuto é possível comprometer a compreensão final. Se o roteiro tivesse sido resumido, a essência da produção podia aparecer e torná-la interessante para o público.
  As tomadas das cidades, dos terroristas e das cenas de interrogatório transformam o filme em ótimo documentário (mas esse não é o intuito da produção), uma vez que a informação é dada em peso e de forma bem direta, ou seja, diferente das produções que focam o terrorismo, que possuem explosões e tiroteios.
Entretanto o filme começa não muito bem, são vários interrogatórios dispensáveis um após o outro. Mas essa busca de informação é, muitas vezes, bem sucedida por meio da tortura, motivo pelo qual o filme foi bastante criticado. Esta estupefação dos métodos de castigos é um exagero pela parte de muitos, no Brasil já foi visto coisa pior em filmes como Tropa de Elite. A produção tem sido acusada de ser a favor da tortura para conseguir informação, já que existem cenas que demonstram isso, mas não é nada que assuste o telespectador.
  Jessica Chastain é a agente que toma conta do caso, a personagem é contra os castigos por busca de informação, mas acredita que esse é o único meio de conseguir a verdade. Muito se tem dito que Chastain está brilhante neste filme, mas sua atuação está somente boa, na verdade, ela se entusiasmou demais e exagerou nos gritos e berros; a atriz já esteve melhor em Histórias Cruzadas e O Abrigo, logo nada justifica a sua indicação ao Oscar de Melhor Atriz. Nenhum outro nome no elenco merece ser mencionado.
  O longa evita tocar no nome de seu país, tanto é que o atual presidente mal aprece o filme inteiro, assim o governo não é descrito em momento nenhum. Nem todos sabem, mas a produção devia tratar somente sobre a caçada de Osama, mas a equipe foi pega de surpresa quando souberam da morte do terrorista; o roteiro teve que ser adaptado às pressas para que ficasse coeso. Por este motivo, houve a cena do assassinato de Laden, que com certeza, é a melhor cena do filme e, de certa forma, compensa o trajeto cansativo. Este momento dura 25 minutos, o mesmo tempo que os militares levaram para invadir o esconderijo e eliminar o inimigo; de fato é uma passagem de tirar o fôlego, extremamente intensa e muito bem feito, é lastimável que o restante do longa não apresente tal entusiasmo.
  A trilha sonora é não de toda ruim, porém aproxima pouquíssimo o espectador da trama em si, o figurino é mais competente, já que se trata de um filme com roupas contemporâneas que cumpriram bem seu papel; a edição de som só tem seu valor em raras cenas que interessam realmente o espectador, porém a montagem de cenas é bastante digna.
  A Hora Mias Escura foi indicado a 5 Oscars (Melhor Filme, atriz, montagem, roteiro original e edição de som) nenhuma delas realmente é merecida de um estatueta dourada, mas não podemos ignorar que o filme deve ser conferido, porém jamais dito como obra prima.