terça-feira, 2 de julho de 2013

Guerra mundial Z - Crítica

Por Luis Ribeiro

Guerra Mundial Z

Filmes sobre zumbis estão se tornando algo extremamente irritante nos dias atuais, mais é inegável dizer que esse meio não está crescendo atualmente e rendendo bons trabalhos nas telonas. E o trabalho do diretor Marc Forster é justamente uma salvação em meio a tanta decepção atualmente.
Gerry Lane (Brad Pitt) é um ex-agente da ONU que decidiu deixar seu trabalho de lado para poder aproveitar mais sua família. Num dia qualquer ele, sua esposa Karen (Mireille Enos) e as filhas foram atacados por uma multidão de pessoas que estavam infectados por algum tipo de mutação que os forçava a avançar contra os humanos. Depois de deixar a sua família a salvo, Lane precisa investigar a origem dessa situação e fazer o extremo para reverte-la e trazer a humanidade de volta ao normal.
O roteiro escrito a dez mãos de Max Brooks, Matthew Michael Carnahan
J. Michael Straczynski, Drew Goddard e Damon Lindelof não perde tempo para mostrar a que veio, tanto é que em menos de 15 minutos em cena já temos pessoas sendo mordias por zumbis.

Na questão das atuações coadjuvantes, nada merece ser mencionado. O protagonista é vivido muito bem por Pitt, que sempre foi muito talentoso e sempre enigmático em suas feições, dando vida ao personagem de uma forma magistral.
Mas o ponto forte do filme e também o seu maior defeito seriam especificamente os zumbis. Por um lado é muito reconfortante não ver várias cenas de pessoas sendo devoradas de forma tediosa e uma maquiagem exagerada ao ponto máximo, já temos muito disso em uma certa série de TV, portando chega deste tipo de coisa.
Contudo, não seria mal que Guerra Mundial Z ao menos cometesse a origem do contágio dos indivíduos, ao invés de simplesmente fazer com que os zumbis mordam as pessoas sem motivo nenhum; e isso incomoda, (spoiler!), pois eles mordem alguém e saem correndo. Mas não tem nada pior que os zumbis serem atraídos por sons altos, que podem ser causados por eles mesmos, tornando esse argumento fraco e ambíguo.

Todavia seria mentira que o filme é uma grande perda de tempo, ele só errou em alguns pontos graves, mas nada imperdoável.
 O diretor Forster é caso muito parecido com o cineasta Ang Lee, isto é, possui uma enorme facilidade de migração dos gêneros dos filmes, mas, diferente de Lee, Forster não acertou em todas as vezes que migrou; ele fez filmes muito bons como a Última Ceia, outros mais inferiores como O Caçador de Pipas e aqueles péssimos como 007 - Quantum of solace. Em Guerra Mundial Z ele parece ter acertado no comando da obra, já que foi grande parte positivo o resultado.
O filme possui várias reviravoltas em seu roteiro, passa em vários países em um período pequeno de tempo. São cerca de cinco mudanças de cenários e personagens, parecendo uma série televisionada exibindo suas cinco temporadas. Pois cada uma dessas reviravoltas tem começo, meio e fim; que é outro ponto positivo.
As cenas são alternadas com cenas de ação e perseguição muito bem feitas e gravadas, os efeitos visuais já não agradam tanto em optar construir os zumbis por esses meios, parece que é muito difícil fazer zumbis hoje em dia.
Muitos não sabem, mas esse filme quase não saiu. Ele foi agendado para estrear em dezembro de 2012, mas foi adiado para junho deste ano. O motivo foi a insatisfação do estúdio ao ver algumas cenas gravadas, assim o longa ganhou sete semanas de refilmagens, que significa que ele foi feito quase do zero.

Ao ver o resultado, conclui-se que essas semanas extras fizeram bem ao projeto, pois teve um bom desempenho de história (mas não de 3D) e certamente vai agradar aos fãs de zumbis, mesmo não apostando em sangue jorrando por todo o canto. Porque, apesar de tudo, a censura é treze anos, para ver com a família.

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