Por Luis Ribeiro
Kosinski
tem um enorme potencial e tem tudo para ser um grande diretor de filme de
ficção-científica um dia, mas ainda não chegou o momento. Esse estreante possui
uma concepção criativa evidente, uma imaginação arquitetônica soberba, ele
realmente sabe o que está fazendo quando se trata dos aspectos visuais em um
filme; ele busca chocar e maravilhar as pessoas, os cenários construídos por
ele são espetaculares, nada é desperdiçado. Mas esse universo fantasioso
deveria existir para dar suporte a um filme, mas o diretor faz o contrário.
Oblivion
possui os mesmos erros que Tron, uma preocupação grande com as questões visuais
e pouco caso do roteiro, como se esse último fosse apenas uma consequência de
um filme.
Mas a
história de imediato nos é apresentada. A Terra é mostrada em um futuro pós-apocalíptico, seus habitantes
tiveram que mudar-se para Titã (a maior lua de Saturno) depois que os temíveis “Saqueadores”destruíram a Lua, causando inúmeras catástrofes
no planeta. Mas cabe a Jack (Tom Cruise) supervisionar a coleta dos recursos
naturais que restaram na Terra e encaminhá-los para Titã, que é para onde, supostamente,
irá depois de que sua tarefa for feita, assim ele e sua namorada Victória (Andrea Riseborough) deverão partir. Porém faltando pouco para sua
viagem Jack, que um grande amante do antigo planeta que nunca chegou a
conhecer, descobre que sua função não é tão solene e que a Terra não é tão “inabitada”
quanto ele pensava.
Desde 2001
– Uma Odisseia no Espaço que o público espera uma boa ficção-científica. Mas
Oblivion corresponde a essa expectativa? Não, mas chega perto. O problema é mal
andamento dos aspectos cruciais em um filme, ou seja, o roteiro é comprometido
e pouquíssimo original, as cenas dramáticas são extremamente ensaiadas e o
enredo é quase que deixado de lado.
Não
há nada em Oblivion, que já não tenhamos visto em outro filme de ficção, um
exemplo é aparência dos Saqueadores, muito parecida com a armadura de Predador,
além de outras referências óbvias a outros clássicos do gênero.
Kosinsk
peque, mais uma vez, em deixar o enredo de lado e focar demais no visual. A se
faz bastante simples, mas é discorrida de uma forma tão lenta que quase desinteressa,
os momentos são preenchidos com cenas repetitivas na primeira metade do filme,
já na segunda o final parece chegar em vários momentos, mas são inúmeros
alarmes falsos que chegam em um desfecho não muito agradável, ou seja, o
roteiro força passagens que somos obrigados a engolir, além de menosprezar atores
secundários necessários para a história.
Assim como
Tron o enredo deixa nas nuvens muita coisa pertinente, como se esquecessem de
serem resolvidas; mas diferente das cenas “Do Legado”, as de Oblivion são
previsíveis e quase tediosas.
O que
salva de fato o filme seria alguma cenas que estimulam o espectador a continuar
interessado, apostando em momentos específicos e bons para construir uma cena,
mas falta uma tensão maior para aproximar a trama ao espectador, questão está
que a trilha sonora carrega quase que sozinha.
É fatos
que ainda temos que esperar para uma ficção mais bem desenvolvida, mas não quer
dizer que Oblivion não deve ser desprezado, claro que existem erros, um tanto
quanto graves, mas que não comprometem de fato a relação final, tal como os
bons momentos não amenizam as falhas presentes. Porém, é fato que é um filme
que merece ser, no mínimo, assistido por muitos.






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