
Por Jhonatan Tortato
Hoje assistimos "Django Livre" e como, na minha opinião, já era de se esperar algo incrível, fomos contemplados com uma obra magnífica.
O enredo do filme é algo que já impressiona, como de costume, os filmes de Tarantino tem como prato principal a violência explícita, a ação do modo mais grosseiro e direto possível, além de falas super bem escritas, de roteiros super bem dirigidos; mas vamos por partes.
A primeira coisa que se nota é que Tarantino quis resgatar aquele ar de filmes do faroeste, e conseguiu trazer isso para as telonas, a trilha sonora e o set de gravação contribuem pra tal impacto e isso nos leva a crer que aquilo realmente esta se passando naquela época, que aquilo realmente aconteceu.
O filme se passa em uma época onde ter escravos negros era uma coisa normal para o povo americano, e esse tema é muito difícil de ser retratado no cinema. Tarantino usou de seu talento como diretor e criou algo diferente, o filme de faroeste com um protagonista negro agrada muito pela sua história, o diretor escreveu um roteiro com falas incríveis, sem deixar de lado a sua paixão pelo suspense, ele conseguiu em seus textos, fazer com que as pessoas que assistem ao filme se interessem cada vez mas pelo desfecho da história.
O filme é recheado de cenas de ação, as cenas são muito bem produzidas, e se você gosta de ver sangue lavando as paredes, esse é o filme certo pra você assistir. Essa característica não atrapalha a visão do filme, aliás, esse é realmente um filme forte, não só pelo tema abordado, mas sim por como isso é apresentado. Em seus filmes, Tarantino não exita quando o assunto é impactar as pessoas, o modo como ele retrata a escravidão dentro do filme é super realista, e pensar que aquilo que esta sendo representado realmente aconteceu é um pouco assustador.
Mas enfim, o filme não é triste, pelo contrário, a maioria das falas possuem um teor cômico, e essa união entre falas bem produzidas, cenas de ação muito bem montadas e enredo provocante, é que fazem desse filme, um filme tão especial. É claro que o filme não é perfeito, em algumas partes a trilha sonora confunde a cabeça das pessoas, passando de uma música de faroeste toda ligada ao tema, para um rap americano, e isso em alguns momentos incomoda, além de algumas aproximações de câmera, que ao meu ver foram desnecessárias. Mas esses detalhes não são capazes de ofuscar o brilho de toda a obra de Tarantino. O importante é que, se você realmente gosta de cinema, se realmente gosta de apreciar um bom filme, e se tem um estômago relativamente forte, "Django Livre" é um filme que você não deve deixar de assistir, é claro, no cinema.
sábado, 16 de fevereiro de 2013
Django livre - Crítica
19:42
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