sábado, 16 de fevereiro de 2013

Amor - Crítica

  Gostaria de falar sobre o filme "Amor", um dos filmes mais comentados do momento. Uma nova obra prima de Michael Haneke.

Foto: Gostaria de falar sobre o filme "Amor", um dos filmes mais comentados do momento. Uma nova obra prima de Michael Haneke.


Amor
Por Carolina D'Errico
  Michael Haneke é um diretor conhecido pelo estilo direto de suas histórias, em certos filmes isso chega a incomodar o espectador. Apesar do filme ser aparentemente fora dos padrões do diretor,  podemos ver que ele também se encaixa perfeitamente em seu perfil.
  Pra quem gosta de romances melosos e repletos de declamações de amor, esse é o filme errado. Saindo muito dos padrões de um romance comum, Haneke consegue mostrar plenamente sua visão diferenciada, mostrando que é nas adversidades que o verdadeiro amor se encontra; a obra se torna um verdadeiro filme conceito.
  O filme apresenta um casal maduro (formado por Georges e Anne) vivendo sozinhos em uma casa confortável, eles passam a enfrentar problemas quando ela sofre um derrame. É nesse ponto que temos a grande prova de amor do casal. O filme acompanha toda a degeneração do corpo e mente de Anne, nesse ponto o filme se torna um tanto trágico, cria um clima de tensão quase desumano.
  Percebe-se facilmente a importância que a arte e o conhecimento tem para o casal.  No cenário há arte por todos os lados, móveis de madeira pesada e uma preocupação especial com a qualidade da música, a grande paixão do casal idoso que ali vive. Aos poucos o cenário se transforma, as obras de arte se tornam mais sombrias, os móveis mais pesado, assim como o clima do filme.
  Quando Michael Haneke coloca como protagonistas um casal de ex-pianistas, ele tenta fazer uma analogia à vida dos personagens. Um casal que vive tanto tempo junto acaba se conhecendo em um nível tão profundo que sabem até o que o outro está pensando. É quase como dois instrumentos musicais, que depois de tanto tempo tocando no mesmo tom, os sons realmente se completam.
  O filme desconstrói valores que são, para nós tão banais que acabamos não refletindo tanto sobre eles; como o conceito de certo e errado, moral e imoral. O filme mostra nossos anseios mais básicos, nossos medos e nossas fraquezas.
   Apesar de o filme ser muito bem feito e bem escrito, os trabalhos anteriores do diretor ofuscam um pouco essa obra. A interpretação dos atores principais é impecável, é possível sentir o drama deles sem ficar nada exagerado; além disso, a mudança de interpretação da personagem Anne no decorrer do filme torna toda sua  situação muito mais crível.

Amor

Por Carolina D'Errico
 Michael Haneke é um diretor conhecido pelo estilo direto de suas histórias, em certos filmes isso chega a incomodar o espectador. Apesar do filme ser aparentemente fora dos padrões do diretor, podemos ver que ele também se encaixa perfeitamente em seu perfil.
 Pra quem gosta de romances melosos e repletos de declamações de amor, esse é o filme errado. Saindo muito dos padrões de um romance comum, Haneke consegue mostrar plenamente sua visão diferenciada, mostrando que é nas adversidades que o verdadeiro amor se encontra; a obra se torna um verdadeiro filme conceito.
 O filme apresenta um casal maduro (formado por Georges e Anne) vivendo sozinhos em uma casa confortável, eles passam a enfrentar problemas quando ela sofre um derrame. É nesse ponto que temos a grande prova de amor do casal. O filme acompanha toda a degeneração do corpo e mente de Anne, nesse ponto o filme se torna um tanto trágico, cria um clima de tensão quase desumano.
 Percebe-se facilmente a importância que a arte e o conhecimento tem para o casal. No cenário há arte por todos os lados, móveis de madeira pesada e uma preocupação especial com a qualidade da música, a grande paixão do casal idoso que ali vive. Aos poucos o cenário se transforma, as obras de arte se tornam mais sombrias, os móveis mais pesado, assim como o clima do filme.
 Quando Michael Haneke coloca como protagonistas um casal de ex-pianistas, ele tenta fazer uma analogia à vida dos personagens. Um casal que vive tanto tempo junto acaba se conhecendo em um nível tão profundo que sabem até o que o outro está pensando. É quase como dois instrumentos musicais, que depois de tanto tempo tocando no mesmo tom, os sons realmente se completam.
 O filme desconstrói valores que são, para nós tão banais que acabamos não refletindo tanto sobre eles; como o conceito de certo e errado, moral e imoral. O filme mostra nossos anseios mais básicos, nossos medos e nossas fraquezas.
 Apesar de o filme ser muito bem feito e bem escrito, os trabalhos anteriores do diretor ofuscam um pouco essa obra. A interpretação dos atores principais é impecável, é possível sentir o drama deles sem ficar nada exagerado; além disso, a mudança de interpretação da personagem Anne no decorrer do filme torna toda sua situação muito mais crível.

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