domingo, 17 de fevereiro de 2013

Os miseráveis - Crítica


Foto: Os miseráveis

Por Carolina de Souza
  O musical baseado no romance de Vitor Hugo acaba de estrear nos cinemas brasileiros. A espera quase interminável dos fãs do escritor e do musical da Broadway foi recompensada com um musical ótimo, com algumas pequenas falhas, mas que passam quase despercebidas ao analizar a obra por completo.
  O filme tem como personagem principal Jean Valjean ( Hugh Jackman), um homem que, ao passar 19 anos na prisão apenas por ter roubado um pão, consegue a liberdade e tenta mudar de vida. Nessa trama ele conhece Fantine ( Anne Hathaway), uma mulher que foi abandonada após o nascimento de sua filha, sem ter como cuidar da pequena Cossete, ela a deixa aos cuidados de um casal que, apesar de aparentar honesto, não passa de uma dupla de patifes. Depois de várias reviravoltas na história, nos encontramos em Paris em plena revolução francesa, onde Cossete (Amanda Sheyfried) já se encontra crescida e apaixonada pelo jovem Marius ( Eddie Redmayne), um dos revolucionários.
  Admito que fiquei muito preocupada com o lançamento desse filme. Os miseráveis é o meu livro e musical favorito desde que me conheço por gente, por isso é quase impossível quebrar o idealismo esperado da obra. Um de meus maiores temores foi com relação à personagem Eponine que, quase sempre, é incompreendida pelos próprios atores. Mesmo assim as atuações em geral me impressionaram muito; gostaria de ressaltar a atuação de Anne Hathaway que estava brilhante como sempre e surpreendeu à todos com sua voz, não é atoa que ela ganhou tantos prêmios por seu papel nesse filme. Outro ator que superou as minhas expectativas foi Eddie Redmayne, que foi, na minha opinião, o melhor Marius que ja vi. 
  Infelizmente devo dizer que o único que deixou a desejar, em minha opinião, foi o protagonista Hugh Jackman; apesar de haverem muitas controvérsias nesse quesito, pra mim havia algo fundamental faltando em seu personagem; não consigo explicar, compaixão, esperança... são palavras que simplesmente não dão sentido completo e verdadeiro a isso; apenas não conseguia acreditar em seus olhos, nem no que dizia.
  A trilha sonora foi excelente, completamente fiel ao musical da Broadway; em um filme que tem apenas duas falas, todo o restante é cantado, não posso nem expressar a importância disso. O filme foi muito bem produzido e muito bem dirigido, quanto à isso não há dúvidas.
  Realmente, acho que é um dos melhores filmes em cartaz agora e, pelo menos para mim, a melhor versão pra cinema já feita desse eterno clássico da literatura francesa; vale a pena assistir.

Por Carolina de Souza
  O musical baseado no romance de Vitor Hugo acaba de estrear nos cinemas brasileiros. A espera quase interminável dos fãs do escritor e do musical da Broadway foi recompensada com um musical ótimo, com algumas pequenas falhas, mas que passam quase despercebidas ao analizar a obra por completo.
  O filme tem como personagem principal Jean Valjean ( Hugh Jackman), um homem que, ao passar 19 anos na prisão apenas por ter roubado um pão, consegue a liberdade e tenta mudar de vida. Nessa trama ele conhece Fantine ( Anne Hathaway), uma mulher que foi abandonada após o nascimento de sua filha, sem ter como cuidar da pequena Cossete, ela a deixa aos cuidados de um casal que, apesar de aparentar honesto, não passa de uma dupla de patifes. Depois de várias reviravoltas na história, nos encontramos em Paris em plena revolução francesa, onde Cossete (Amanda Sheyfried) já se encontra crescida e apaixonada pelo jovem Marius ( Eddie Redmayne), um dos revolucionários.
  Admito que fiquei muito preocupada com o lançamento desse filme. Os miseráveis é o meu livro e musical favorito desde que me conheço por gente, por isso é quase impossível quebrar o idealismo esperado da obra. Um de meus maiores temores foi com relação à personagem Eponine que, quase sempre, é incompreendida pelos próprios atores. Mesmo assim as atuações em geral me impressionaram muito; gostaria de ressaltar a atuação de Anne Hathaway que estava brilhante como sempre e surpreendeu à todos com sua voz, não é atoa que ela ganhou tantos prêmios por seu papel nesse filme. Outro ator que superou as minhas expectativas foi Eddie Redmayne, que foi, na minha opinião, o melhor Marius que ja vi.
  Infelizmente devo dizer que o único que deixou a desejar, em minha opinião, foi o protagonista Hugh Jackman; apesar de haverem muitas controvérsias nesse quesito, pra mim havia algo fundamental faltando em seu personagem; não consigo explicar, compaixão, esperança... são palavras que simplesmente não dão sentido completo e verdadeiro a isso; apenas não conseguia acreditar em seus olhos, nem no que dizia.
  A trilha sonora foi excelente, completamente fiel ao musical da Broadway; em um filme que tem apenas duas falas, todo o restante é cantado, não posso nem expressar a importância disso. O filme foi muito bem produzido e muito bem dirigido, quanto à isso não há dúvidas.
  Realmente, acho que é um dos melhores filmes em cartaz agora e, pelo menos para mim, a melhor versão pra cinema já feita desse eterno clássico da literatura francesa; vale a pena assistir.

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